Por Revista Cobertura / Isto É Dinheiro - 28-4-2010
A ação da
Odontoprev ganhou peso na bolsa após a chegada do Bradesco ao seu
quadro de acionistas. A empresa de planos odontológicos passou a
movimentar R$ 6 milhões em negócios por dia, contra R$ 2 milhões há
seis meses. O crescimento da liquidez do papel também está chegando ao
bolso do investidor. Quem aplicou R$ 1 na companhia no dia da
abertura de capital, em 2006, já recebeu R$ 2,5. Para continuar com
essa geração de valor, a Odontoprev vai em busca de mais adeptos ao seu
negócio. Atualmente, 13 milhões de pessoas têm planos odontológicos, 30
milhões a menos do que nos planos de saúde. "A odontologia está
crescendo e seu preço é cerca de 10% do que é cobrado pelos planos
médicos", diz José Roberto Pacheco, diretor de relações com
investidores, que falou com a DINHEIRO.
DINHEIRO - A integração com o Bradesco já é perceptível nos resultados?
JOSÉ ROBERTO PACHECO - Até o momento, só o ativo e o passivo.
Consolidamos o balanço patrimonial em 2009, mas não o demonstrativo de
resultados. A sinergia nos resultados entre Odontoprev e Bradesco
acontecerá neste ano.
DINHEIRO - Quais são os efeitos dessa associação na bolsa?
PACHECO - A capitalização passou de R$ 600 milhões para R$ 2,7 bilhões
e a liquidez da ação saltou de R$ 2 milhões por dia para R$ 6 milhões
desde outubro.
DINHEIRO - O investidor já percebe essa valorização?
PACHECO - Para
cada R$ 1 que o investidor colocou na Odontoprev no dia do IPO, geramos
R$ 2,5. A valorização da ação é constante e relevante. Agora vamos
buscar a disseminação e a massificação. Dois terços das associadas
estão na região Sudeste. Vamos abrir novos caminhos. A odontologia está
crescendo e seu preço é cerca de 10% do que é cobrado pelos planos
médicos.
DINHEIRO - Qual é o tamanho do mercado de odontologia?
PACHECO - Há 400 empresas atuando na oferta de planos odontológicos. É
quatro vezes menor do que nos EUA, país cujo mercado é dez vezes maior
com 160 milhões de pessoas com planos odontológicos. As aquisições não
são prioridade número um da companhia. Preferimos o crescimento
orgânico. Temos o capital forte sem endividamento.
DINHEIRO - A relação entre a dívida bruta sobre o patrimônio líquido da
empresa é zero. Este não é um indicativo ruim para quem quer crescer?
PACHECO - A necessidade de endividamento é baixa pelo nosso modelo de
negócio. Menos de 5% do que geramos de caixa é utilizado para
investimentos na manutenção e atualização da tecnologia da companhia.
Ou seja, temos baixa necessidade de investimento e alta geração de
caixa.